Primeiro conto de prata

Primeiro conto de prata

“As velhas fotografias enganam muito, dão-nos a ilusão de estarmos vivos nelas, e não é certo, a pessoa para quem estamos a olhar já não existe, e ela, se pudesse ver-nos, não se reconheceria em nós.” J.S.

Paragem de um tempo que não esperou e que chega até nós através desta prata que revela bem mais do que se vê numa primeira instância.

Era uma vez um Sr. Viseu sorridente, um Sr. Viseu com vida e ar de bem disposto – coisa rara nos dias que correm, ares pouco ou nunca demonstrados, o que talvez se deva ao peso da ingratidão da vida; ou simplesmente foi um hábito que se perdeu – sorrir faz parte de uma aprendizagem, mas não é como andar de bicicleta – esquece-se o rir quando ficamos muito tempo sem o praticar.

Temos a Sra. Viseu airosa – não sei se alguma vez desaprendeu a rir, mas sei que a vida foi-lhe ingrata.

Por último temos a Sra. Veiga, mãe da Sra. Viseu – pouco ou nada lhe sei. Sorri.

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