Retratos de Prata

retrato

s. m.
1. Imagem (de pessoa) reproduzida pela pintura, pelo desenho ou pela fotografia.
2. Imagem fotográfica. = FOTOGRAFIA
3. Semelhança.

Desde a antiguidade pré-histórica que a procura constante pela representação do “eu” é explorada, ora por narcisismo, ora por tentativa de imortalidade, ora por curiosidade, ora por uma infinidade de outras opções válidas. As formas de expressão desta necessidade são, também elas, variadas – existem retratos representados na pintura egípcia, no desenho sumério, na escultura e gravura grega – é uma necessidade transversal à maioria das expressões artísticas, com predomínio óbvio na pintura e na fotografia.

E se, numa relação foto-pintura, a pintura foi filha única, numa primeira instância, impondo as suas próprias convenções e regras; rapidamente muito do que construiu foi revolucionado pelo aparecimento da fotografia.
Das várias influências mútuas que nasceram desta relação,  uma houve que pretendo destacar – a noção de instante/consciência temporal, introduzida na pintura, após o espanto inicial desta característica fotográfica. Desta forma, torna-se comum a acção pintada, o congelamento de uma fracção de tempo, a representação morosa do imediato.
Para ilustrar esta influência fotográfica na pintura, confronte-se o quadro “Le Tub” de Degas com a fotografia “Marthe au tub” de Pierre Bonnard:
degastub

 

 

 

O instante fotográfico passa a ser tema explorado pela pintura – cria-se a cultura fotográfica.

Texto baseado em “Fotografia e Narcisismo” de Margarida Medeiros

 

 

 

Dia de Prata

Louis Jacques Mandé Daguerre

Louis Jacques Mandé Daguerre

19 de agosto de 1839 – O anúncio foi oficializado e a fotografia tornou-se domínio público.

 “Faça-se a luz!” Ouviu-se. E a luz foi feita para que com ela pudéssemos eternizar cada fragmento que nos compõe