o armazém das ideias feitas

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Somos feitos de memórias colhidas, que cultivamos com estima.
Sussurramos ao vento cada vez que uma  memória nos faz sorrir, choramos as que mais pesam no coração.
Na tentativa de eternizar tudo isto, escrevemos, escrevemos para nós, escrevemos para os outros, escrevemos livros, escrevemos e escrevemos, fotografamos, tudo, todos e mais o que houver, berramos ao mundo inteiro e o que resta são papéis | papéis amachucados, com retratos cómicos, outros mórbidos, outros sem significado nenhum e todo o nosso esforço de vida fica eternamente esquecido

eternamente apagado.

[Retrato de família desconhecida, encontrado no meio de um livro antigo, resgatado do lixo – quereriam reciclar memórias?]